(Foto: Reprodução Instagram)
A polêmica começou quando internautas notaram trechos supostamente gerados por IA nos videoclipes e no filme que acompanham o disco. A percepção ganhou peso quando artistas entraram no debate, entre eles Flora Matos, que reforçou as suspeitas.
Diante da pressão, o estúdio criativo Bezier decidiu abrir os números. Responsável pelo projeto, a empresa admitiu ter recorrido à tecnologia, mas cravou a proporção: um minuto e 15 segundos de material feito com IA dentro de um curta de 35 minutos.
Para o estúdio, o recurso foi pontual e intencional. Cada cena, segundo a Bezier, foi “pensada, dirigida e trabalhada para cumprir uma função específica dentro da narrativa”, em um trabalho que descreve como ancorado em pesquisa, cultura e simbolismos.
“Entendemos a IA como uma ferramenta para expandir possibilidades criativas e fortalecer histórias construídas por pessoas. Acreditamos no uso consciente, ético e dirigido da tecnologia”, justificou a empresa.
Os bastidores reforçam o argumento de que a maior parte foi feita à mão: o curta foi rodado em quatro dias, com uma equipe de 220 profissionais locais, e passou por apenas sete dias de edição.
A explicação, porém, não encerrou o assunto. Parte do público seguiu insatisfeita e questionou a escolha diante do orçamento do projeto. “Produção com dinheiro infinito gastando em IA em vez de contratar artistas de pós produção de verdade”, cobrou um internauta.
Do outro lado, apareceram defensores da decisão. “Não estou entendendo esse choro todo. Como iam fazer algumas transições? Melhor usar a tecnologia mais avançada para ficar bonito”, rebateu um seguidor, resumindo a divisão nos comentários.
Enquanto a discussão segue, o disco continua rendendo lançamentos. Anitta já disponibilizou o álbum completo com todas as letras no Vagalume e emplacou clipes como o de “Sal Grosso”, ao lado de KBrum.