1. “É Uma Partida de Futebol” (Skank)
Escrita por Nando Reis e gravada pelos mineiros do Skank, “É Uma Partida De Futebol” é talvez a maior síntese musical do fanatismo pelo esporte no Brasil. Com uma letra que captura o nervosismo, a entrega e a fé de quem assiste a um jogo como se assistisse a um drama de vida ou morte, a faixa venceu o prêmio de Escolha da Audiência, Clipe Pop e Edição no MTV Video Music Brasil de 1997.
2. “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)” (Jorge Ben Jor)
Jorge Ben Jor é o maior cronista musical do futebol brasileiro. Em “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)“, o carioca homenageia um jogador nigeriano com uma energia que nenhuma narração esportiva conseguiria reproduzir. O groove irresistível e o refrão grudento tornaram a faixa referência mundial, inspirando artistas de David Byrne a desenvolvedores de jogos da série FIFA.
3. “Fio Maravilha” (Jorge Ben Jor)
Ainda no universo de Jorge Ben Jor, “Fio Maravilha” nasceu como homenagem ao atacante rubro-negro João Batista de Sales, jogador discreto com o talento de aparecer nos momentos certos. A letra é tão afetiva quanto qualquer crônica esportiva e virou sinônimo de torcida apaixonada. Por questões legais, o título foi alterado para “Filho Maravilha” em edições posteriores, mas a essência permanece intacta.
4. “O Futebol” (Chico Buarque)
Futebolista assumido, Chico Buarque chega a ter um campo de dimensões oficiais em sua própria casa. Em “O Futebol“, ele constrói uma tabela imaginária que passa pelos nomes de Didi, Garrincha, Pagão, Pelé e Canhoteiro. É uma composição que mistura nostalgia, homenagem e poesia como poucas canções conseguem, transformando nomes e dribles em versos eternos.
5. “Aqui É o País do Futebol” (Wilson Simonal)
Composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, criadores do Clube da Esquina, “Aqui É o País do Futebol” ganhou fama duradoura na voz entusiasmada de Wilson Simonal. Com versos que capturam a paralisação do Brasil nas tardes de domingo, a canção é uma homenagem ao mineiro Tostão, craque da Copa de 1970. A interpretação de Simonal faz da faixa um dos documentos musicais mais vivos sobre a paixão nacional.
6. “Meio de Campo” (Elis Regina)
Composta por Gilberto Gil em homenagem ao jogador Afonsinho, um dos primeiros futebolistas a reivindicar melhores condições de trabalho para a categoria, “Meio de Campo” ganhou sua versão definitiva na voz de Elis Regina. Lançada em 1973, a faixa guarda uma dimensão social que vai além do esporte, abrindo espaço para refletir sobre luta e dignidade dentro e fora das quatro linhas.
Além dessas seis, o repertório futebolístico da música brasileira é generoso. “”, também de Jorge Ben Jor, e o tradicional “A Taça do Mundo é Nossa”, criado para celebrar o primeiro título da seleção em 1958, completam um catálogo que mostra como, no Brasil, a bola e a melodia sempre jogaram no mesmo time.