O réu, que se declarou culpado em abril pelas acusações de crimes terroristas e participação em organização terrorista, aguarda agora o veredito. A pena pode chegar a 20 anos de prisão.
Os promotores afirmam que Beran A. atuava em parceria com o Estado Islâmico e pretendia atacar fãs (apelidados de Swifties) com facas e explosivos do lado de fora do Ernst Happel Stadium. Cerca de 30 mil pessoas eram esperadas nas imediações da arena, que reuniria mais 65 mil pessoas dentro do espaço a cada noite. As autoridades austríacas anteciparam o plano e ordenaram o cancelamento das três datas da turnê, conforme noticiou o Vagalume na época, quando os extremistas foram presos.
Segundo a defesa, conduzida pela advogada Anna Mair, o cliente “se arrepende de tudo” e considera a tentativa frustrada “o maior erro de sua vida”. Ele responde ao processo junto com Arda K., mas apenas Beran A. foi acusado pelo plano envolvendo a turnê de Taylor Swift. Um terceiro suspeito, cuja identidade não foi revelada, está detido na Arábia Saudita.
A investigação aponta que o grupo planejava ações coordenadas durante o Ramadã de 2024 em territórios como Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos. As detenções na Áustria, porém, viraram o capítulo mais visível do caso por envolverem uma das artistas pop mais influentes do mundo. À época, Taylor Swift publicou um comunicado emocionado sobre o ocorrido: “Ter nossos shows de Viena cancelados foi devastador. O motivo dos cancelamentos me encheu de um novo medo e de uma enorme sensação de culpa, porque tantas pessoas haviam planejado ir”.
O julgamento segue nos próximos dias, com a sentença prevista para sair em breve.