Reunimos aqui dez desses clássicos que envelheceram melhor do que muita coisa que toca por aí. Não é nostalgia: é reconhecimento de que algumas músicas simplesmente foram feitas para durar.
1. “Billie Jean” – Michael Jackson
Lançada em 1983 no álbum Thriller, “Billie Jean” continua sendo uma das produções mais sofisticadas já gravadas. O groove da linha de baixo, a bateria seca e a voz de Michael Jackson criam uma tensão que nenhum produtor moderno conseguiu replicar até hoje. Mais de 40 anos depois, ainda trava dançarinos no meio da pista.
2. “Bohemian Rhapsody” – Queen
Uma ópera-rock de seis minutos que as rádios se recusaram a tocar e que virou o maior hit da carreira de Queen. “Bohemian Rhapsody” desafia qualquer tentativa de catalogação: começa como balada, vira ópera, explode em hard rock e termina no silêncio. Em 2018 voltou às paradas após o filme homônimo. Isso é longevidade real.
3. “Smells Like Teen Spirit” – Nirvana
Nirvana não inventou o grunge, mas Smells Like Teen Spirit definiu uma geração inteira em quatro acordes e um refrão gritado. Kurt Cobain dizia que detestava a música por achar que era comercial demais, e mesmo assim ela soa raivosa, urgente e completamente autêntica décadas depois.
4. “Sweet Child O’ Mine” – Guns N’ Roses
O riff de abertura de “Sweet Child O’ Mine” é imediatamente reconhecível por qualquer pessoa no planeta. Guns N’ Roses gravou essa balada pesada quase por acidente. Slash estava fazendo aquecimento no estúdio quando surgiu a melodia que se tornaria um dos maiores hits do rock.
5. “Take On Me” – a-ha
a-ha tentou lançar “Take On Me” duas vezes antes de conseguir emplacar. Na terceira tentativa, com o videoclipe em rotoscopia misturando mundo real e quadrinho animado, a música explodiu. O sintetizador de abertura é um dos mais reconhecíveis da história do pop, e o agudo final de Morten Harket ainda desafia quem tenta cantá-la no karaokê.
Toto lançou “Africa” em 1982 sem imaginar que ela se tornaria um fenômeno cultural renovado a cada geração. A internet a redescobriu nos anos 2010 e desde então ela nunca mais saiu do ar. Há inclusive um artista que instalou alto-falantes no deserto da Namíbia para tocá-la em loop para sempre. Literalmente.
O rock brasileiro dos anos 80 produziu muita coisa boa, mas poucos momentos chegam perto de “Exagerado“. Cazuza transformou o excesso em manifesto, “eu sou exagerado, eu gosto de tudo demais” virou grito de liberdade de uma geração que vivia a abertura política do país. Soa como hoje.
8. “Tempo Perdido” – Legião Urbana
Se existe uma música brasileira que atravessa décadas sem perder força, é “Tempo Perdido“. Legião Urbana escreveu um hino existencial sobre recomeços que ressoa tão forte nos 40 anos quanto ressoa nos 16, e isso diz tudo sobre a qualidade da composição de Renato Russo.
9. “Eduardo E Mônica” – Legião Urbana
Poucos amores fictícios da música popular brasileira ganharam vida tão real quanto os de “Eduardo E Mônica“. A história dos dois improváveis que se apaixonam é narrada com detalhes tão específicos que qualquer um que já amou alguém diferente se identifica na hora.
10. “Sampa” – Caetano Veloso
Caetano Veloso escreveu “Sampa” em 1978 como uma declaração de amor ambíguo a São Paulo, a cidade que ele ao mesmo tempo resistia e pela qual era seduzido. A letra é um exercício de poesia concreta em forma de canção pop. Décadas depois, continua sendo a melhor música já escrita sobre a maior cidade do Brasil.
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